1. Precaução com os demais
O esquiador deve evitar qualquer situação que possa por em perigo, prejudicar ou dificultar os demais esquiadores.
Neste pressuposto estão incluídas não só situações derivadas do seu próprio comportamento na pista, como o uso de materiais defeituosos ou inadequados.
2. Controle da velocidade e da forma de esquiar
O esquiador deve adaptar sua velocidade e forma de esquiar às suas habilidades e limitações pessoais, assim como as condições gerais do terreno, a neve, clima, visibilidade e afluência de pessoas nas pistas.
Frequentemente, os acidentes nas pistas resultam do excesso de velocidade, de imprudência por excesso de confiança na própria capacidade, ou de falta de atenção à circulação na pista.
O esquiador deve manter sempre uma margem de segurança, tanto em velocidade como em distância, que lhe permita, perante um imprevisto, poder parar, girar e continuar. E isto, naturalmente, dentro dos limites que a visibilidade lhe permita.
É necessário esquiar com maior precaução em lugares mais concorridos, em zonas para principiantes, perto das filas e fim das pistas. Nestes locais a probabilidade de ocorrência de acidentes aumenta devido a uma maior concentração de pessoas.
3. Controle da trajectória
Embora o ski seja um desporto de circulação e evolução livre, é necessário ajustar essa liberdade à própria capacidade e circunstâncias que rodeiam o esquiador em cada ocasião.
Assim, o esquiador situado na parte superior da pista, está em melhores condições, pela sua situação, de escolher a sua trajectória de descida. Por isto, deverá ter cuidado e não pôr em perigo os esquiadores situados em lugares de menor altitude da pista.
Durante a descida, o esquia dor que segue à sua frente tem sempre prioridade. Quem esquia atrás de outro esquiador deve manter uma distância de segurança suficiente que lhe permita, a todo momento, prever as manobras do esquiador que lhe precede com o objectivo de efectuar, sem problemas, as manobras de evasão que sejam necessárias.
Nunca esqui por baixo da linha de um telesqui ou ponha alguém em perigo através de uma trajectória ou ultrapassagem.
4. Ultrapassagens
As ultrapassagens devem ser feitas com cuidado e respeitando a distância necessária que permita ao esquiador ultrapassado dispor de espaço para suas manobras.
5. Entrada e saída da pista de descida
No momento de entrar ou de sair de uma pista, o esquiador deverá certificar-se que não cria riscos para si nem para os demais esquiadores, olhando para cima e para baixo antes de iniciar a sua manobra.
A entrada ou a saída de uma pista após uma paragem é comprovadamente um dos momentos de maior perigo de acidentes. Por isso é imprescindível que o esquiador que inicia o seu movimento em pista o faça de uma forma progressiva certificando-se que está a evitar qualquer risco de interferência e choque com os demais esquiadores.
6. Paragens
O esquiador deve evitar parar nas pistas, especialmente em lugares estreitos ou com pouca visibilidade. No caso de queda, deverá abandonar a pista de imediato.
Quando tiver que parar impreterivelmente, deve faze-lo junto à borda da pista excepto no caso de pistas largas, devendo porém redobrar a atenção já que está a parar no meio da trajectória normal dos demais esquiadores.
7. Subida e descida a pé
As subidas e descidas a pé só poderão ser realizadas pelas partes mais externas das pistas.
O esquiador que caminha em sentido oposto ao da circulação geral constitui um obstáculo para os esquiadores em descida, com um grande risco de acidentes.
Por outro lado, as profundas marcas causadas pelas botas ao pisar a neve são causa de riscos para os esquiadores, por isso se deve evitar andar a pé pelas pistas e principalmente cruzá-las.
8. Respeito pela sinalização
O esquiador deve respeitar em todas as circunstâncias as placas de sinalização e outras indicações da pista.
As características gerais de dificuldades das pistas identificam-se pela sua cor (preto, vermelho, azul ou verde) ou seja, de maior a um menor grau de dificuldade.
O esquiador dispõe de total liberdade para escolher a pista mais conveniente e que se ajuste à suas capacidade.
As barreiras que indicam que as pistas estão fechadas e as sinalizações de perigo das pistas devem ser sempre respeitadas em benefício dos próprios esquiadores.
9. Acidentes
Em caso de acidentes, o esquiador deve prestar a ajuda necessária.
Prestar apoio em caso de acidente é uma obrigação moral e desportista, quando não uma obrigação legal. Esta ajuda deverá consistir, essencialmente, em sinalizar (pondo um par de skis espetado em forma de cruz como forma de sinalização do sucedido) alertando os meios de socorro e colocando-se à disposição dos pisteurs. Tentar retirar o acidentado ou prestar lhe auxilio médico sem ter os conhecimentos precisos para isso pode ser negativo.
10. Identificação
Quando o esquiador testemunha de um acidente, seja responsável ou não pelo mesmo, deverá sempre acreditar sua identidade e se oferecer como testemunho se assim lhe for requerido.
A colaboração das testemunhas é de vital importância na elaboração de um relato do acidente.